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Medicina integrativa: o que é e como se articula com o cuidado médico

Por Roseli Franceschini, terapeuta integrativa · 29 de outubro de 2026

Medicina integrativa é uma visão de cuidado em saúde que considera a pessoa no seu conjunto: o corpo, a história, os hábitos, o contexto emocional. Em vez de tratar um órgão, um sintoma ou um diagnóstico isoladamente, articula o acompanhamento médico convencional com práticas complementares adequadas a cada caso.

O propósito não é escolher entre uma abordagem e outra. É reconhecer que diferentes profissionais têm competências distintas e que, quando apropriadas, podem coexistir no cuidado da mesma pessoa.

Neste artigo
  1. Medicina integrativa e terapia integrativa: a diferença
  2. O que a medicina integrativa reconhece sobre corpo, emoção e história
  3. Reconhecimento oficial no Brasil: a PNPIC
  4. O lugar da terapia integrativa no plano de cuidado
  5. Como escolher uma terapia integrativa responsável
  6. A 7Healings dentro dessa visão
  7. Por que a colaboração entre profissionais importa
  8. Já faz acompanhamento médico ou psicológico e quer somar um olhar integrativo?

Medicina integrativa e terapia integrativa: a diferença

Os dois termos aparecem juntos, mas significam coisas diferentes.

Uma é o conjunto. A outra é uma peça desse conjunto.

O que a medicina integrativa reconhece sobre corpo, emoção e história

O corpo e as emoções não funcionam de forma independente. O estresse prolongado, as experiências não processadas, as sobrecargas crônicas podem influenciar o sono, a tensão muscular, a disposição e a forma como o corpo responde ao próprio tratamento clínico. Essa relação é observada tanto na clínica quanto na pesquisa de áreas como a psiconeuroimunologia e a epigenética.

Reconhecer essa dimensão não significa reduzir todo sintoma a uma causa emocional, nem substituir investigação clínica por hipótese psicológica. Significa não esquecer que, atrás da queixa, existe uma pessoa com história, e que essa história, em muitos casos, participa do que o corpo expressa.

A medicina integrativa não propõe trocar o sintoma por uma narrativa emocional. Propõe que o sintoma seja ouvido em contexto.

Reconhecimento oficial no Brasil: a PNPIC

No Brasil, o cuidado integrativo tem reconhecimento oficial há quase duas décadas. Em 2006, o Ministério da Saúde criou a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC), que incorporou essas abordagens ao SUS. A política foi ampliada em 2017 e 2018 e hoje reconhece 29 práticas integrativas e complementares (PICS), entre elas acupuntura, meditação, musicoterapia, yoga, aromaterapia, terapia comunitária integrativa, imposição de mãos e terapia floral.

Para o próprio sistema público de saúde, portanto, essas práticas têm lugar como complemento (nunca como substituição) ao tratamento convencional.

Uma observação de transparência: a 7Healings, método em que atuo, não está entre as 29 práticas oficialmente incluídas na PNPIC. É uma prática desenvolvida pela Dra. Roberta Rocco, que segue a mesma lógica do cuidado integrativo (complementar ao acompanhamento médico, voltada à dimensão emocional e às memórias do corpo), mas não é uma prática oficialmente reconhecida pela política do SUS. Menciono porque considero importante que você, ao escolher um acompanhamento complementar, saiba exatamente o que está escolhendo.

O lugar da terapia integrativa no plano de cuidado

Uma terapia integrativa responsável opera dentro de limites claros:

Dentro desses limites, o lugar da terapia integrativa é olhar para o que o corpo guarda: as experiências emocionais, as marcas que ficaram, os padrões que se repetem. E trabalhar essa camada em paralelo ao cuidado clínico. A ideia por trás é simples: aliviar um sintoma é importante; investigar o que o sustenta é o que impede, em muitos casos, que ele volte.

Como escolher uma terapia integrativa responsável

Nem toda prática apresentada como integrativa é feita com o mesmo cuidado. Cinco critérios ajudam a filtrar:

A 7Healings dentro dessa visão

A 7Healings é a terapia integrativa que pratico desde 2022, 100% online. Trabalha com a ideia de que o corpo guarda experiências que não foram processadas, desde a fase intrauterina até o que vem da história familiar, e que essas memórias podem participar da forma como um sintoma se mantém no presente.

Na sessão, utilizo um mapa corporal para localizar essas marcas e devolver à pessoa o que foi acessado, sem necessidade de recordação consciente ou reexperiência do que foi doloroso. Em média são 4 sessões, com intervalo de 30 a 60 dias entre uma e outra, tempo que o corpo leva para processar cada camada.

O trabalho caminha ao lado do acompanhamento médico, psicológico ou psiquiátrico que a pessoa já tem, nunca no lugar dele. Esse é o posicionamento da prática desde a origem e é o que torna possível que a 7Healings se encaixe num plano de cuidado maior.

Por que a colaboração entre profissionais importa

A mesma pessoa pode precisar de diferentes formas de cuidado ao longo da vida. Alguém com ansiedade pode estar em acompanhamento psiquiátrico, em psicoterapia e, ao mesmo tempo, sentir necessidade de explorar a dimensão emocional e as experiências de vida por meio de uma prática complementar.

Esses acompanhamentos não são alternativas incompatíveis. Quando os objetivos e os limites de cada um estão claros, podem coexistir. Cada profissional atua dentro da sua formação, respeitando a autonomia do paciente e os limites do próprio papel.

Colaboração não significa fazer o mesmo trabalho. Significa reconhecer o valor de cada atuação e cuidar para que uma não interfira indevidamente na outra.

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Roseli Franceschini

Roseli Franceschini Terapeuta integrativa, método 7Healings. Mais de 350 pessoas atendidas desde 2022, 100% online, no Brasil e na Europa. Conheça a minha história e formação.

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