Você está em acompanhamento médico, ou com um psicólogo, ou tomando um remédio que o seu psiquiatra passou. E ouviu falar da terapia integrativa, ou alguém te indicou, ou leu um artigo meu, e surge a dúvida: dá para fazer os dois? Precisa escolher? E se eu começar e o meu médico não gostar? E se eu precisar parar o remédio?
Essa é uma das dúvidas mais comuns que chegam no meu WhatsApp. Vou responder com calma, uma coisa de cada vez.
Neste artigo
A resposta curta: dá, e muitas vezes é o arranjo ideal
A terapia integrativa é uma abordagem complementar. Essa palavra importa. Complementar quer dizer que ela caminha junto com o tratamento médico, não no lugar dele. Médico e terapeuta cuidam de camadas diferentes do mesmo cuidado, que é você.
O médico olha para o diagnóstico, para o que a ciência médica entende do seu quadro, para a medicação, se for o caso. O terapeuta integrativo olha para a camada emocional, para o que o corpo guarda e para os padrões por baixo do sintoma. Nenhum dos dois faz o trabalho do outro, e os dois precisam estar lá para o cuidado ser inteiro.
Você não precisa escolher entre tratar com o seu médico e tratar com um terapeuta integrativo. É exatamente o oposto: os dois juntos costumam funcionar melhor do que cada um sozinho.
O que cada uma cuida, na prática
Vamos ao concreto, com um exemplo simples. Imagina uma mulher com ansiedade crônica, que não dorme bem, tem crises de taquicardia e um aperto no peito que não passa.
O que o médico faz:
- Avalia o quadro, descarta causas físicas (exames de tireoide, por exemplo).
- Se for o caso, prescreve medicação para reduzir a intensidade das crises e ajudar o sono.
- Acompanha a evolução, ajusta o que precisa ser ajustado.
O que o terapeuta integrativo faz:
- Olha para o que está por baixo da química que o remédio controla.
- Investiga memórias que o corpo guarda e padrões que se repetem, muitas vezes vindos da família.
- Trabalha para que a razão do alarme afrouxe, não só o alarme.
Nenhum desses trabalhos substitui o outro. Juntos, costumam dar um resultado que nenhum sozinho dá.
Preciso parar o remédio para começar?
Não. Nunca. Vou escrever de novo, porque essa é a pergunta mais perigosa de todas:
Você não para o remédio para fazer terapia integrativa. Você continua tomando tudo o que o seu médico receitou. Qualquer mudança na medicação é decisão dele, no tempo dele, junto com você. Um terapeuta que sugere que você pare o remédio por conta própria não é um terapeuta responsável.
Se, com o tempo, você se sentir melhor e quiser conversar sobre ajuste, essa conversa é com o seu médico. Ele conhece o seu quadro, sabe o que você toma e por quê, e tem como avaliar se faz sentido mexer em alguma coisa, e como.
O meu médico precisa saber?
Idealmente, sim. Não como pedido de permissão, e sim como informação. É o seu cuidado, você escolhe como organizar, mas vale saber que:
- Médicos bons costumam reagir bem a saber que você está fazendo um trabalho em paralelo. Alguns, inclusive, já indicam.
- Isso ajuda ele a interpretar como você está respondendo ao tratamento. Se melhorar muito, ele saberá que não foi só o remédio, foi o conjunto.
- Protege você: nada que você faça fica fora do olhar de quem tem a visão clínica do seu caso.
Se você tiver receio da reação do seu médico, pensa comigo: um bom médico quer que você melhore. Se ele não aceita que você tenha outro cuidado em paralelo, sem razão clínica para isso, talvez seja um sinal sobre a relação clínica, não sobre a terapia.
Quando a terapia integrativa não é indicada
Isso também precisa ser dito com clareza, porque faz parte do cuidado honesto:
- Em crise aguda que exige atendimento médico imediato. Uma crise psiquiátrica séria, uma internação, um risco à vida, uma emergência clínica. Nessas situações, a prioridade é o atendimento médico, e a terapia integrativa não entra no lugar disso.
- Em quadros que ainda não foram avaliados. Se você tem sintomas novos e nunca passou por um médico, a primeira coisa é avaliar. O terapeuta não substitui essa etapa.
- Em situações em que o seu médico identificou um risco específico. Se o seu médico tem uma restrição clínica para você naquele momento, ela vale, e a conversa é com ele.
Em todas as outras situações, em que o quadro está em acompanhamento e você sente que falta uma camada, a terapia integrativa pode somar sem risco.
Como a 7Healings funciona nesse arranjo
A 7Healings é a terapia integrativa que eu pratico, 100% online. Ela foi pensada, desde a origem, para caminhar junto com o acompanhamento médico, não no lugar dele.
Como funciona, na prática:
- Antes da primeira sessão, a gente conversa no WhatsApp. Eu escuto o seu caso, você me conta se está em acompanhamento médico ou psicológico, e eu te digo com franqueza se faz sentido.
- Na primeira sessão, pelo Google Meet, cerca de 2 horas. Eu uso um mapa corporal para localizar onde ficaram as marcas e trabalho a primeira camada. Você não precisa reviver nada nem lembrar de nada.
- Nas sessões seguintes, cerca de 1 hora, com intervalo de 30 a 60 dias entre uma e outra, que é o tempo que o corpo leva para processar cada camada.
- Em média, 4 sessões. Casos mais intensos podem precisar de 5 a 8.
- O seu tratamento médico segue em paralelo, com o seu médico. Nada que eu faço interfere no que ele faz. Nada que ele faz impede o meu trabalho.
Muitas das mulheres que eu acompanho chegam exatamente nessa situação: em tratamento médico sério, bem conduzido, e sentindo que falta uma camada. É aí que a 7Healings costuma fazer mais diferença, porque é a camada que ela foi feita para alcançar.
Você não precisa escolher entre uma coisa e outra. Pode ter as duas, e costuma ser melhor assim.
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Roseli Franceschini Terapeuta integrativa, método 7Healings. Mais de 350 pessoas atendidas desde 2022, 100% online, no Brasil e na Europa. Conheça a minha história e formação.
Está em tratamento e sente que falta algo?
Me chama no WhatsApp. A gente conversa com calma, você me conta o seu caso e eu te digo com franqueza se eu posso ajudar em paralelo ao que você já faz.
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