Você fez tudo certo. Procurou um médico. Tomou o remédio que ele receitou. Esperou o tempo que ele mandou. Melhorou um pouco. Dormiu melhor por uma temporada. Achou que, finalmente, ia conseguir viver sem o aperto no peito o tempo todo.
E então, do nada, voltou. Às vezes com outra cara: insônia no lugar da crise, dor no corpo no lugar da angústia, uma vontade de chorar que não combina com o seu dia. Mas é a mesma coisa, você sabe. É a ansiedade que, por algum motivo que ninguém te explicou direito, não aceita ir embora.
Se você já passou por isso, este texto é para você. Vou te contar por que isso acontece com tanta gente, o que a pesquisa já mostrou, e o que falta olhar quando o remédio não dá conta sozinho.
Neste artigo
O que o remédio faz, e o que ele não faz
Começa aqui, porque muita gente nunca ouviu essa parte com clareza. O remédio para ansiedade age em uma camada específica: a química cerebral que sustenta o estado de alarme. Ele reduz a intensidade do alarme. Ajuda o sono. Diminui o pico das crises. É um trabalho real e, para muita gente, essencial.
Mas tem uma coisa que ele não faz: ele não explica por que o seu corpo entra em alarme com tanta frequência. Ele desliga o alarme, não desinstala o motivo. E, se o motivo continuar ali, o alarme volta a tocar, mais cedo ou mais tarde.
O remédio alivia o barulho. A causa do barulho é outra conversa.
Quantas pessoas respondem só parcialmente ao remédio
Esse ponto é importante, porque muita paciente que vem me procurar acha que o problema é ela. Que o remédio funciona para todo mundo, menos para ela, e que, portanto, ela deve ter alguma coisa de errado. Não tem.
Pesquisas em psiquiatria estimam que cerca de 1 em cada 3 pessoas com transtornos de ansiedade não responde completamente ao tratamento medicamentoso. É uma proporção enorme. Significa que a resposta parcial, aquela em que o remédio ajuda mas não resolve, é uma situação muito comum. Tão comum que tem nome em pesquisa: resistência ao tratamento.
Não é defeito seu. É um dado da área: a química, sozinha, não dá conta de todo mundo, porque a ansiedade não é só química.
A ansiedade não é só química
Essa frase parece simples, mas é onde a conversa muda. A ansiedade é um estado em que o seu corpo entra em alerta como se algo ruim fosse acontecer. Isso tem uma química, sim: o cortisol sobe, a respiração muda, o coração acelera. Mas o alarme não dispara sozinho. Alguma coisa o acionou.
Em algumas pessoas, o acionador é claro: uma situação atual, um estresse grande, um luto. Nesse caso, aliviar a química e dar tempo ao corpo muitas vezes resolve.
Em muitas outras, o acionador é mais antigo. É uma coisa que o corpo aprendeu lá atrás a reagir, e que continua reagindo mesmo sem o motivo original estar ali. Pode ser uma experiência da sua infância que você nem lembra. Pode ser um padrão que veio da sua mãe, da sua avó, de quem veio antes de você. É aqui que o remédio, sozinho, não alcança.
O que fica depois que o remédio faz o seu trabalho
Pensa comigo. Você toma o remédio, a intensidade da crise diminui, você dorme melhor. O que você percebe nesse espaço que abriu? Em geral, três coisas:
- A sensação ainda está ali, só mais baixa. Um fundo de aflição que não some, mesmo quando nada está dando errado.
- Pensamentos que se repetem. O mesmo medo volta, no mesmo horário, com a mesma cara.
- O corpo em alerta sem motivo. Tensão nos ombros, maxilar travado, respiração curta, mesmo em dias calmos.
Esse fundo que continua é a camada que o remédio não desmontou. Não porque ele falhou, mas porque não é o papel dele.
O que fazer sem parar o remédio
Antes de qualquer coisa: não pare o remédio. Parar por conta própria pode piorar bastante o quadro e provocar efeitos de retirada que ninguém quer. Qualquer ajuste é decisão do seu médico, junto com você, no tempo dele.
O que você pode fazer, em paralelo:
- Conversar com o seu médico sobre o que falta. Dizer com todas as letras: "o remédio ajudou, mas a ansiedade continua". Médicos bons escutam, e às vezes ajustam, às vezes indicam uma camada a mais.
- Olhar para a origem, não só para o sintoma. É aqui que entra o cuidado integrativo. Terapia, no sentido mais amplo da palavra. O que a sua história está contando, atrás da química que o remédio controla.
- Entender que uma coisa não exclui a outra. O remédio continua. A camada emocional também é tratada. É um cuidado por dois lados, não uma substituição.
Como a 7Healings entra nessa equação
A 7Healings é a terapia integrativa que eu pratico. Ela não trabalha a química, trabalha a camada que está por baixo: o que o seu corpo guarda, a memória que ficou marcada, o padrão que veio de antes de você. Não é concorrente do seu médico, é complemento.
Na sessão, online, eu uso um mapa corporal para localizar onde ficou a marca e de quando é. Conto para você o que apareceu, sem precisar reviver nada, sem precisar lembrar. Em média são 4 sessões, com intervalo de 30 a 60 dias entre uma e outra, para o corpo processar cada camada.
E a parte que mais importa aqui: o seu tratamento médico continua em paralelo, com o seu médico. Se com o tempo você se sentir melhor e ele avaliar que faz sentido ajustar algo, essa decisão é dele, nunca minha.
Já atendi muitas mulheres nessa situação exata: em acompanhamento psiquiátrico, tomando ansiolítico, com tudo "controlado" na medida do que o remédio podia controlar, e ainda assim com um aperto que não ia embora. Em quase todas, o aperto diminuiu quando a camada por baixo foi vista.
Você não é um caso difícil. Você é uma pessoa cuja ansiedade pede mais do que uma camada de cuidado. E isso tem solução.
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Roseli Franceschini Terapeuta integrativa, método 7Healings. Mais de 350 pessoas atendidas desde 2022, 100% online, no Brasil e na Europa. Conheça a minha história e formação.
Fonte citada:
Nardi, A. E. e cols. Treatment-resistant anxiety disorders. Revista Brasileira de Psiquiatria, 2015. Panorama sobre resistência ao tratamento em transtornos de ansiedade, estimativas de resposta parcial e caminhos clínicos. SciELO Brasil.
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